"Século e meio após a primeira revolução industrial, Portugal acordou e deu por si no Barreiro"
(Jorge Calado, 1999)
Fotografia de Guta de Carvalho.
O Barreiro está associado a uma imagem de industrialização, caminho herdado de uma forte tradição que remontou aos centros moageiros, à produção cerâmica e do biscoito ainda no final da idade média; passando pela construção naval na idade moderna e pela experiência da Real Fábrica do Vidro de Coina.
Na consolidação desta memória, património de um país, foi a decisão de localizar o início da ferrovia do sul no Barreiro, contemporânea da 1ª Exposição Universal - em Londres, decorria o ano de 1854.
Esta abriu de imediato portas à localização da indústria corticeira; no início do século XX começa a construção de uma próspera plataforma industrial química que se completou com o sector metalo-mecânico.
Fotografia de Guilherme Ferreira, cedida pela CMBarreiro.
Ligado a uma vanguarda industrial, apresenta-se hoje no quadro das alterações económicas e tecnológicas como uma oportunidade capaz de aceitar os desafios conducentes à afirmação da área metropolitana de Lisboa.
A sua localização central e o ambiente pós-industrial, produto de uma tradição secular que através do engenho humano sempre tem aliado ciência e tecnologia, ainda patente num legado plasmado no rico património que confere uma personalidade própria, representem uma oportunidade a um passo para o futuro que envolve tradição e inovação a caminho de uma regeneração capaz de continuar a atrair investimentos, e assim constituir um recurso indispensável para a afirmação da área metropolitana e do país no contexto dos novos desafios europeus.
Fotografia de Guilherme Ferreira, cedida pela CMBarreiro.